(Possivelmente por causa das folhas do central park que agora estavam entre papéis em nossas bagagens).
Deixamos New York com vontade de retornar em uma outra época do ano. Ver o Central Park sem folhas e cinza só nos fez imaginar como seria a paisagem de um verão com tudo bem mais verde e claro.
No trem rumo a Chicago pudemos ver mais que pequenos montes de neve derretendo. Da janela observamos os grandes lagos congelados. Mal sabíamos que éramos nós que estávamos para virar picolé.
Chicago é a Cidade Grande. Para a nossa surpresa e deleite, o albergue parecia mais um hotel, e estava localizado bem no centro, perto de todos os pontos de visitação e da estação de trem.
Saímos pela rua deslumbradas com a altura dos prédios, com a linha de metrô acima de nossas cabeças e com o planejamento dos jardins no meio do concreto.
O primeiro lugar em que paramos foi um museu de construção antiga, com altas pilastras e cor amarronzada. Mas o estilo americano que mais nos parece senso de humor mal deixou ver a porta do prédio: de parede a parede encontrava-se estendida uma imensa bandeira preta com uma horrorosa figura de uma caveira.
Das escadas, olhando para o outro lado, vimos o centro da cidade e o lago Michigan congelado.
Interrompemos o tour por motivos extraordinários: sorvete de graça no albergue! Lá decidimos, depois de muitas dúvidas, dar mais um tempo a Chicago e permanecer por uma noite além do previsto, em vez de seguir para a Califórnia no dia seguinte.
Depois do sorvete com café, rumamos ao ponto principal do centro, aquele que - temos que confessar - nos fez escolher visitar a cidade: uma escultura enorme de metal em forma de caroço de feijão que funciona como um espelho gigante.
Terminada a sessão de 200 fotos, tentamos ir ao museu de arte contemporânea. Conseguimos chegar mesmo com as ruas erradas, caminhos fechados e a chuva que não parava de cair. No museu, encontramos arte contemporânea(!) e terminamos a visita em 15 minutos.
Como boas turistas atrapalhadas, perdemos a câmera, mas encontramos um quarteirão atrás, no chão do Dunkin Donuts, exatamente embaixo da mesa em que tínhamos sentado para lanchar.
Ainda bem que isso é Estadosunidos. Se fosse Rio, pffff... coitadas das duzentas fotos!
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