segunda-feira, 16 de março de 2009

Chicago, 12 de março de 2009

Nos despedimos de Chicago com neve! Finalmente conseguimos ver os pequenos flocos caírem do céu. Ainda que os moradores dissessem que não estava nevando de fato, deixamos a cidade acreditando que vimos a bendita.




domingo, 15 de março de 2009

Chicago, 11 de março de 2009

Turistamos de verdade no segundo dia, acompanhando a visita guiada oferecida por voluntários do HI. Frio do cacete! ao meio dia a temperatura era de 0 grau C. E o decorrer do dia só fez piorar. A maior curiosidade encontrada foi a semi-muralha feita de mini pilastras largas em volta dos prédios públicos: Precauções tomadas depois do 11 de setembro, para evitar ataques terrestres às instituições.



Vimos o por do sol a uma altura de 300 metros, no 99º andar da torre que por muitos anos foi a mais alta do mundo e que agora se orgulha por ter a maior antena do planeta.





Caminhamos por mais 2 horas e voltamos ao aquecimento que contrastava com a temperatura de -8 ºC e fazia as poças de lama virarem gelo.

Nova Yorque/Chicago, 9 de março de 2009

No dia seguinte, as mochilas pareciam pesar o triplo no caminho do central park para a estação.


(Possivelmente por causa das folhas do central park que agora estavam entre papéis em nossas bagagens).



Deixamos New York com vontade de retornar em uma outra época do ano. Ver o Central Park sem folhas e cinza só nos fez imaginar como seria a paisagem de um verão com tudo bem mais verde e claro.


No trem rumo a Chicago pudemos ver mais que pequenos montes de neve derretendo. Da janela observamos os grandes lagos congelados. Mal sabíamos que éramos nós que estávamos para virar picolé.


Chicago é a Cidade Grande. Para a nossa surpresa e deleite, o albergue parecia mais um hotel, e estava localizado bem no centro, perto de todos os pontos de visitação e da estação de trem.


Saímos pela rua deslumbradas com a altura dos prédios, com a linha de metrô acima de nossas cabeças e com o planejamento dos jardins no meio do concreto.


O primeiro lugar em que paramos foi um museu de construção antiga, com altas pilastras e cor amarronzada. Mas o estilo americano que mais nos parece senso de humor mal deixou ver a porta do prédio: de parede a parede encontrava-se estendida uma imensa bandeira preta com uma horrorosa figura de uma caveira.



Das escadas, olhando para o outro lado, vimos o centro da cidade e o lago Michigan congelado.


Interrompemos o tour por motivos extraordinários: sorvete de graça no albergue! Lá decidimos, depois de muitas dúvidas, dar mais um tempo a Chicago e permanecer por uma noite além do previsto, em vez de seguir para a Califórnia no dia seguinte.
Depois do sorvete com café, rumamos ao ponto principal do centro, aquele que - temos que confessar - nos fez escolher visitar a cidade: uma escultura enorme de metal em forma de caroço de feijão que funciona como um espelho gigante.




Terminada a sessão de 200 fotos, tentamos ir ao museu de arte contemporânea. Conseguimos chegar mesmo com as ruas erradas, caminhos fechados e a chuva que não parava de cair. No museu, encontramos arte contemporânea(!) e terminamos a visita em 15 minutos.
Como boas turistas atrapalhadas, perdemos a câmera, mas encontramos um quarteirão atrás, no chão do Dunkin Donuts, exatamente embaixo da mesa em que tínhamos sentado para lanchar.

Nova Iorque, 8 de março de 2009

No dia seguinte encontramos um friozinho em Manhattan e cruzamos a ilha a pé. Sim, 100 lindas quadras com paradas para comer Muffins, donuts e hamburguer com fritas. Central Park e sua mistura de natureza e cidade grande e mínimos bolinhos da tão esperada neve em alguns cantos, Rockefeller center, Empire State building (sem subir. Nos recusamos a pagar 40 dólares para ver a cidade), Little Italy, Chinatown (que nos fez sentir na rua da alfândega), ruínas do World Trade Center, Brooklin Bridge, estátua da liberdade (bem de longe) e por último a confusamente hipnotizante times square.











Voltamos ao Albergue Pirulito(!) com os cachorros latindo, como bem diria o australiano que torturamos no caminho.

Nova Yorque, 7 de março de 2009

Com 33 horas de trlhos, alcançamos uma Nova Iorque muito mais morna que o esperado. Ainda não era hora para ver as atrações turísticas. Maior que a nossa surpresa com a beleza de NY foi a dos novaioquinos com as duas estranhas meninas morenas que levavam uma mochila de 80 cm nas costas e outra menor no peito junto do vestuário nada condizente com os deles: tênis, calças jeans e camisetas. As expressões variavam da surpresa ao nojo, passando pela estranheza em cada pedestre.
Os 30 quilos divididos foram carregados por nada menos que 50 quadras, deslumbrantes quadras.


O albergue que no site tinha como destaque os funcionários internacionais era um moquifo com 7 quartos de 6 pessoas em cada, 2 banheiros por andar e recepcionistas indianos que mal falavam inglês. Dividimos o quarto com uma argentina, um australiano, uma búlgara e ratos. Ok, simpáticos camundongos americanos.

Miami/Flórida, 7 de março de 2009

Madrugamos em Miami.


Apesar da madrugada, os planos feitos quase se frustraram: mesmo tendo acordado as 5:30 da manha, conseguimos perder o primeiro trem para Nova Iorque. Geralmente a empresa fornece apenas 1 trem por dia para cada destino. Ainda não temos noção da sorte que demos em encontrar outro com o mesmo destino 50 minutos depois. E um percurso que levaria 12 horas a mais que o anterior.
Viagem longa, mas nada dolorida.



No vagão, encontramos espaço para esticar as pernas, reclinar o assento e janelas grandes o suficiente para vermos a paisagem ensolarada da flórida se acinzentar ao passo que deixávamos o sul e nos encaminhávamos para o norte.

Estados Unidos, 6 de março de 2009

Nossa viagem começa no aeroporto de Miami. Depois de 88 dias - contados em cada calendário, em cada celular, em cada página do livro de reserva ao menos três vezes ao dia - e uma noite insone no aeroporto, a latina perdida nesse mundo florido consegue rever uma partezinha da sua família.


Só quando o avião previsto pra chegar 30 minutos antes do horário inicial atrasa 50 minutos. E quase mata a menina de ansiedade.
Cheias de planos e com poucos recursos de transporte, teríamos que desfazer a mala com roupas suficientes para três meses de viagem no suposto verão carioca da Flórida. Onde fazer a troca? No hall do aeroporto! Coisa de dar orgulho a qualquer sacoleiro ver nós duas cercadas de bolsas, casacos, calças, souvenirs, cobertas e toalhas em pleno aeroporto de miami. Nada que não fosse motivo pra rir.


Deixamos o International airport carregando 4 mochilas, 2 sacolas e um jacaré. Pra ir pra onde? pra loja de eletrônicos! Onde ela fica? Boa pergunta! Como chegar? Pegando um ônibus de número desconhecido, um trem e mais um ônibus.


6 horas após a chegada do avião, conseguimos comprar o tão esperado computador que serviria de guia, mapa e salvador nessa viagem sem planos


A única coisa que sabíamos era o meio - trem; o número de lugares - 10; e o tempo que teríamos: 21 dias.
A primeira noite teve que ser em Miami. Pagando 15% a mais no valor do pernoite no albergue devido a falta de reservas, ficamos no cortiço da famosa South Beach apenas para tomar um banho, rearrumar as mochilas e achar um lugar para largar a mala de 30 anos de idade e rodinhas capengas.